segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Jeans, saco de dormir e estação solar que carregam celular

 
 
Quando a carga da bateria do celular acabar e você estiver pelas ruas da sua cidade, não será preciso esperar chegar em um casa para usar o telefone, pelo menos não em Nova York. Na próxima terça-feira (25), pontos de recarga de bateria de celular que funcionam pela luz solar começarão a funcionar gratuitamente em 25 locais da cidade americana.

O Street Charge é um ponto de recarga com saídas USB que pode comportar até seis dispositivos de uma só vez, dentre eles, Android, Blackberry, Iphones. O ponto de recarga, que tem a estrutura de 3,8 metros de altura, possui três painéis solares em formato de pétala na parte de cima. A torre também tem uma mesinha de descanso para apoiar um copo de café e o próprio aparelho enquanto recarrega.

O conceito é parecido com aeroportos que já oferecem este serviço de recarga, porém é considerado sustentável por ser projetado com materiais recicláveis e por se basear na luz solar como fonte de energia renovável. Para uma recarga completa é preciso deixar o aparelho carregando por duas horas, mas em 30 minutos já se consegue preencher pelo menos 30% da bateria, segundo informações da startup Goal Zero, envolvida no projeto.

O projeto de autoria da AT&T, empresa de telecomunicações, em parceria com a startup Goal Zero e a Pensa Design, consultora de design, nasceu depois da tempestade Sandy, em outubro de 2012. O objetivo foi criar pontos de carregamentos móveis nas áreas atingidas pelos apagões em Nova York. A ideia motivou os organizadores a instalarem as demais estações para atender a demanda do cotidiano. O custo é calculado entre US$ 300 mil e US$ 500 mil.

Jeans que carrega celular

A parceria entre a Vodafone, empresa de telecomunicações, e o setor de eletrônica e ciência da computação da Universidade de Southampton, na Inglaterra, foi capaz de desenvolver uma peça de roupa que carrega a bateria do celular. Estudos prévios mostraram que um dia inteiro de caminhada com o Power Short pode gerar até 4 horas de carga na bateria.

O short jeans que recarrega um celular será destaque durante Glastonbury, no Reino Unido, no final de junho, mas ainda não há informações sobre a produção e a comercialização do produto.

Saco de dormir

A Vodafone levou para o evento de música Isle Wight Festival um saco de dormir com mais de uma utilidade. O Recharge Bag consegue carregar a bateria do celular enquanto você dorme. Descansar oito horas dentro do saco de dormir equivale a oito horas de bateria recarregada.

De acordo com a empresa, os produtos estão em fase conceitual de exposição. O objetivo destes dois produtos sustentáveis é manter o público entrosado nos eventos musicais sem abrir mão da tecnologia.

Conheça a Eco Font e baixe o custo de impressão

 
 
Para combater a degradação ambiental e reduzir os impactos no mundo, especialistas buscam alternativas que vão além da reciclagem e separação de lixo. Pensando nisso, uma agência de comunicação holandesa criou a Ecofont, um tipo de fonte desenvolvida para reduzir o uso de tinta, toner e cartuchos em impressões.

Capaz de reduzir em até 50% o uso de um toner de tinta, a alternativa sustentável é possível graças aos pequenos círculos encontrados dentro da fonte. Para utilizar, basta o usuário instalar o software da Ecofont e aplicá-lo nas fontes mais utilizadas como, Arial, Verdana, Calibri, Times New Roman, Trebuchet, entre outras.

As proporções variam de acordo com o modelo escolhido: o tamanho 10pt da EcoFont equivale ao tamanho 12pt da Times New Roman, por exemplo. Na tela do computador, a opção pela fonte sustentável é bastante visível, no entanto, após a impressão a mudança é imperceptível a olho nu.

Benefício para o bolso e para o meio ambiente

Projetado para uso privado e comercial, o software permite uma redução de gastos, já que os custos com tinta e toner para impressão são altíssimos e inviáveis – em uma empresa, o número médio de páginas impressas por funcionário gira em torno de 10 mil por ano, com a Ecofont a economia é considerável.

Vale lembrar que a redução no uso de cartucho varia de acordo com a fonte. Segundo dados de estudos realizados pela Gerência de Tecnologia da Informação da Advocacia Geral da União (AGU), ao utilizar a fonte Times New Roman, no tamanho 12pt, há uma diminuição de 12% no uso da tinta. No caso da Arial tamanho 11pt, a economia aumenta para 26%.

Além disso, apesar de não ser de conhecimento público, as impressões a tinta são responsáveis diretamente pela degradação ambiental e produção de carbono. Dessa forma, a busca por alternativas que melhorem esse cenário se tornou necessária. A utilização de tecnologias mais sustentáveis, como a Ecofont, revela a conscientização ambiental por parte da população e das empresas.

Corrida sustentável: Conheça a frota de táxi elétrico em São Paulo

 
 
Desde junho do ano passado circulam por São Paulo dez táxis elétricos que partem diariamente da Avenida Paulista (esquina com a Rua da Consolação), Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e em frente ao Teatro Municipal (Centro). Silenciosos, econômicos e sustentáveis, eles se tornaram os queridinhos do público e do meio ambiente.

Os modelos Nissan LEAF podem rodar até 160 km sem precisar recarregar e levam apenas 30 minutos para abastecer a bateria. Os postos de recarga rápida estão nos estacionamentos das concessionárias Nissan localizadas nos bairros da Lapa, Tatuapé, Vila Guilherme, Vila Olímpia e Vila Prudente. Com o objetivo de mostrar que os carros elétricos podem baratear e ter chance no Brasil, este projeto piloto é fruto de uma parceria firmada entre Nissan, Prefeitura de São Paulo, AES Eletropaulo e a Associação das Empresas de Táxis do Município de São Paulo (Adetax).

O modelo, de fato, é bastante econômico: nos primeiros cinco meses de uso, a concessionária divulgou um balanço com o gasto dos veículos. Cada carro percorreu em média 10 mil quilômetros e o custo nesse período foi de R$ 537. Se o abastecimento tivesse sido feito em gasolina esse valor chegaria perto dos R$ 2.300.

Além dos táxis 100% elétricos, a capital paulista já conta com 20 veículos híbridos do modelo Toyota Prius, que possuem dois motores: um movido à eletricidade e outro à combustão.

Aplicativo no Facebook ajuda a reduzir consumo de energia

 
 
Oráculuz é um aplicativo para Facebook que detalha o perfil de consumo de energia elétrica do consumidor residencial e orienta a respeito das vantagens da fonte solar para a autogeração de eletricidade. O aplicativo é fruto de uma parceria entre a Renova Energia e a TR Soluções com a ideia de facilitar o acesso à informação, aumentar a conscientização sobre o tema e sensibilizar para a viabilidade do uso da fonte solar.

“Nosso objetivo é aproximar a energia solar do dia a dia das pessoas e apostamos no Facebook como uma ferramenta de interação para o consumidor de uma geração mais antenada com as demandas ambientais”, afirma Tiago Guimarães, superintendente de comercialização.

Qualquer pessoa pode usar a ferramenta, desde que possua uma conta no Facebook. Basta entrar na página do aplicativo e informar os dados de acesso que o site direcionará para a rede social.

O usuário responde questões sobre seu perfil de consumo, como quais eletrodomésticos ele possui na residência, qual região do país onde o imóvel está localizado. A partir daí, o sistema pode apontar qual a parcela de consumo de cada aparelho, comparar o perfil com o de outras pessoas e até mesmo fornecer dicas para economizar energia com o uso mais consciente dos aparelhos domésticos.

O Oráculuz também mostra que o usuário pode gerar sua própria energia por meio da instalação de painéis fotovoltaicos, pagando, ao fim do mês, somente a diferença entre a energia consumida e a gerada, através do sistema de compensação pela microgeração de eletricidade, recentemente regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A linguagem é simplificada, para facilitar o entendimento de quem não tem conhecimento técnico na área”, comenta Paulo Steele, sócio administrador, da TR Soluções.

Com os dados informados no aplicativo, as pessoas conseguem saber qual a quantidade adequada de placas fotovoltaicas para produzir energia solar em suas casas e o valor a ser economizado mensalmente na conta de luz, com a adoção da microgeração. Assim, é possível saber em quanto tempo o consumidor terá de volta o investimento feito nos painéis.

Você sabe o que é TI Verde?

 
 
Dados da PNUMA (agência da ONU responsável pelo meio ambiente) revelam que cerca de 50 milhões de equipamentos eletrônicos diversos são descartados e transformados em lixo eletrônico, anualmente. No Brasil, cerca de 60% do lixo inclui algum tipo de resíduo eletrônico e boa parte deste material acaba nos lixões, sem nenhum tipo de tratamento adequado.

Com as mudanças e preocupações ambientais, o aumento da população, das tecnologias e dos lixos eletrônicos, a área de computação teve que se adaptar para atender às necessidades globais. Dessa forma, se fez necessário a criação de uma tecnologia mais limpa, que tornasse o processo mais sustentável: o TI verde.

A tecnologia envolve desde a fabricação até a utilização, administração e descarte de produtos tecnológicos. Além disso, atinge todas as cadeias de seu processo: clientes, funcionários e fornecedores.

Mas, afinal, o que é TI verde?

Cada vez mais utilizado no século XXI, o TI verde é um conjunto de ações que torna o processo de produção de equipamentos menos prejudicial ao meio ambiente. O objetivo é produzir produtos que consomem menos energia, evitar a utilização de metais pesados e o uso de componentes químicos e tóxicos, além de aumentar a quantidade de materiais recicláveis na fabricação dos produtos.

A TI Verde (ou Green IT) engloba também o cumprimento da legislação ambiental e diagnósticos dos impactos ambientais de atividades relacionadas a área.

Dentre as preocupações, a redução do consumo de energia é destaque. Apesar de ser um dos maiores problemas, a busca por soluções já obteve resultados significativos, como a virtualização de servidores, ajuste do ar-condicionado e do fluxo de ar dentro dos datacenters, aquisições de equipamentos com certificados, entre outros.

O TI verde não precisa ser realizado apenas por empresas especializadas. Corporações comuns, de outras áreas também podem adotar medidas que auxiliam na busca por um mundo mais sustentável. Confira:

• Desligue os equipamentos nos momentos em que não estiver em uso;

• Utilize fontes de energia alternativa;

• Otimize a utilização do hardware. Isso permite o uso somente do espaço necessário e da energia correspondente para a sua refrigeração;

• Atualize o software e deixe a manutenção de seu equipamento em dia. Isso aumenta a durabilidade e a vida útil;

• Recicle ou doe. Alguns fabricantes e centros de coleta recebem equipamentos para reciclagem;

• Economize e inclua na lista de economias o papel do dia a dia, cartuchos de tinta e toner.

Bike de papelão feita com US$ 9 pode ter produção em massa

 
 
Há poucos meses, o israelense Izhar Gafni ficou famoso ao apresentar para o mundo a sua bicicleta de papelão reciclado, uma engenhoca eficiente e resistente que custou apenas US$ 9, além, claro, da grande dedicação de seu artífice. Agora com uma empresa montada, a Cardboard Technology, Gafni busca tornar sua bike ecológica realidade em larga escala, com produção em massa.

Para arrecadar recursos, ele procura apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo. Gafni diz ter dispensando várias ofertas de investimento e optado pelo chamado crowdsourcing para não comprometer seus valores sociais nas margens de lucro.

Ele acredita que, se produzida em massa, sua bike pode melhorar a vida de comunidades pobres ao estimular a reciclagem de papelão e outros itens usados na bike, como plástico e borracha, e com isso gerar renda.

Gafni trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos.

Os valores de doação começam a partir de US$1. Uma das principais vantagens da campanha é que quem doa pelo menos US$ 290 irá receber uma bicicleta autografada quando as primeiras entregas ocorrerem, em março de 2015. O objetivo é arrecadar US$ 2 milhões até dia 8 de agosto.

Brasileiros se preocupam cada vez mais com sustentabilidade

 
 
Moradores de um edifício residencial em Brasília conseguiram uma economia de mais de R$ 1 mil por mês. Depois de descobrir uma caixa d’água que estava desativada há anos, a síndica do prédio observou a quantidade de água que escorria da calha da cobertura quando chovia e se perdia na rua.

“Vi que caía muita água. Como queria fazer um jardim, decidi usar essa água para irrigação”, contou Vanda Maria Ramos. Segundo ela, a obra foi muita rápida e simples. “Tive que chamar um eletricista para colocar uma bomba para captação da água e um pedreiro fez o buraco em volta do prédio, levando a tubulação até a caixa d’água”, explicou.

Segundo Vanda Maria, enquanto a conta de água dos prédios vizinhos que fazem irrigação de jardim ultrapassa R$ 4 mil, a fatura mensal do edifício que administra não chega a R$ 3 mil.

O retorno desses investimentos, como o aproveitamento de água, energia solar e outras medidas ambientalmente sustentáveis, é levado cada vez mais em conta pelos brasileiros. Especialistas ambientais e da construção civil acreditam que os gastos na obra se pagam entre seis meses e um ano com a economia que é feita, por exemplo, na conta de água ou energia elétrica.

As placas de aquecimento solar (fotovoltáicas) têm sido cada vez mais usadas no país, principalmente para o aquecimento da água de chuveiro. Marcos Casado, diretor técnico e educacional do Green Building Council no Brasil, organização internacional de estímulo às construções verdes que emite certificações de construções sustentáveis em várias partes do mundo, acompanha o mercado há quase sete anos.

Nova York ganha estações solares de recarga de celular

 
 
Que tal recarregar seu celular com energia solar em um poste de rua e de graça? A partir de hoje, passar sufoco porque a bateria está “pra morrer” será coisa do passado, pelo menos em Nova York. A cidade iniciou a instalação de 25 pontos de recarga de dispositivos móveis alimentados por energia renovável em parques, ruas e praias.

Chamado de "Charge Street", o ponto de recarga possui saídas USB e pode acomodar até seis dispositivos ao mesmo tempo, independentemente da operadora de telefonia móvel, com portas dedicadas para iPhones, Androids, BlackBerrys, entre outros.

Uma superfície feita a partir de materiais reciclados serve de apoio para o gadget e como descanso para uma bebida enquanto a pessoa espera. Para uma recarga completa de um smartphone são necessárias duas horas, mas em 30 minutos dá para recarregar até 30 por cento da bateria.

O projeto, que ainda está em fase de teste, surgiu de um trabalho de recuperação realizado pela AT & T após a passagem da supertempestade Sandy, em outubro de 2012. Na ocasião, a empresa montou postos de carregamento móvel nas áreas afetadas por apagões em Nova York, o que inspirou a criação de estações de carregamento para uso cotidiano.

Se for bem sucedida, a iniciativa porderá ser expandida para outras cidades. Seu custo total é estimado entre US$ 300 mil US$ 500 mil.

Marketing de consumidor para consumidor

 
 
Ao longo das últimas seis décadas, o marketing como forma de comunicação entre empresas, governos ou outras instituições, e o consumidor, bem como seus principais conceitos, vêm passando por drásticas modificações. Adventos tecnológicos que expandiram a indústria, inventando e reinventando os produtos, e que expandiram as comunicações, aproximando as pessoas, tornando o papel do profissional de marketing cada vez mais complexo. E dentro desse emaranhado de avanços, um conceito bastante comum ganhou força com o tempo, e se tornou fundamental para a sobrevivência das empresas: o boca a boca.

De conversas informais entre vizinhos e colegas de trabalho, as indicações de produtos e serviços por parte de terceiros ganharam impulso com a internet 2.0, onde todos são produtores de conteúdo, e se tornaram uma vasta rede integrada por blogs que revisam produtos, milhões de consumidores conectados em páginas das redes sociais, além das próprias páginas, que oferecem conteúdo disponível não só para observação, mas também para ser comentado e compartilhado; é a era da comunicação colaborativa.

A integração entre consumidores e o ganho de credibilidade que as redes como Facebook e Twitter deram a estes foram um dos principais fatores para que o marketing entrasse em sua fase 3.0, como veremos posteriormente. No 3.0, o marketing apela para que o consumidor seja não apenas um mero receptor de informações, mas para que este também seja um propagador da marca, produtos e ideais desta ou daquela empresa. O papel do “marqueteiro” agora é fazer com que os compradores sejam também vendedores. O papel deste artigo é analisar como se deu o processo que levou as comunicações e o marketing a essa nova era, a forma que as empresas estão adotando para se adequar ao momento, e quais as consequências de termos esse novo tipo de consumidor, mais conectado às causas sociais de quem produz seus bens, e comunicador secundário das mesmas.

O que é Marketing?

O conceito mais simplista diz que “marketing é a atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para os consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral.” (AMA – American Marketing Association – 2008). Esta abordagem, apesar de subestimar o valor de uma prática que envolve vários conceitos e fatores, explicita bem o uso que é feito do termo dentro deste artigo, que trata o marketing como a prática que leva a “sociedade em geral” a conhecer o que é produzido por determinados grupos, seja em termos de produtos ou de ações.

O poder está nas mãos do cliente

Hoje, existe mais confiança nos relacionamentos horizontais do que nos verticais. Os consumidores acreditam mais uns nos outros do que nas empresas. A ascensão das mídias sociais é apenas reflexo da migração da confiança dos consumidores das empresas para outros consumidores. De acordo com a Nielsen Global Survey, menos consumidores confiam na propaganda gerada por empresas. Cerca de 90% dos consumidores entrevistados confiam nas recomendações de conhecidos. Além disso, 70% dos consumidores acreditam nas opiniões dos clientes postadas na Internet. Curiosamente, as pesquisas da Trendstream/Lightspeed Researh mostram que os consumidores confiam mais em estranhos em sua rede social do que em especialistas.
(KOTLER – 2010 – p. 34-35)

Analisando isto, podemos ver o quanto se tornou importante conquistar o consumidor não apenas pela propaganda, mas sim por um produto e/ou serviço diferenciados, para que este não seja apenas comprador, mas que se torne também um divulgador da marca. Para isto, é necessário que haja um algo mais a oferecer; a preservação ambiental, empregos para deficientes, parte dos lucros revertida para ONGs, são alguns dos principais fatores que geram buzz positivo para a empresa.

Os consumidores estão não apenas buscando produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades, mas também buscam experiências e modelos de negócios que toquem seu lado espiritual. Proporcionar significado é a futura proposição de valor do marketing. O modelo de negócio baseado em valores é o que há de mais inovador no Marketing 3.0. As descobertas de Melinda Davis no Human Desire Project (Projeto do Desejo Humano) confirmam esse argumento. Melinda descobriu que os benefícios psicoespirituais constituem, de fato, a necessidade mais essencial e talvez a definitiva diferenciação que um profissional de marketing pode criar.
(KOTLER – 2010 – p. 21)

Eis a grande chave da questão, “tocar o lado espiritual”. As empresas que hoje conseguem esse objetivo são as que se mantém ou que se colocam no topo da cadeia lucrativa. Exemplos claros disso são a Coca-Cola, que já faz tempo, é associada à felicidade, e a Microsoft, intimamente ligada à figura filantrópica de seu CEO Bill Gates. Também podemos citar casos mais recentes, já na era da internet, como o Google, que se tornou sinônimo de conhecimento, mesmo que o conteúdo apresentado pelo site seja da autoria de terceiros. É preciso esclarecer que essa questão não tem qualquer referência com as marcas de extrema força no mercado, que chegaram a “substituir” seus produtos (Bombril, K’boa, Havaianas...) que se consolidaram em cima do Marketing 1.0, centrado no produto.

Marketing social é uma ferramenta democrática e eficiente que aplica os princípios e instrumentos do marketing de modo a criar e outorgar um valor à proposta social. O marketing social redescobre o consumidor por meio do diálogo interativo, o que gera condições para que se construa o processo de reflexão, participação e mudança social. Os resultados são mensuráveis pelos seus efeitos e avaliados pela sua efetividade.
(SCHIAVO – 1999 – p. 25)

Mídia 2.0: O caminho entre consumidores

O papel que a internet e as chamadas redes sociais possuem no avanço para uma nova era em marketing é inegável, o boca a boca, praticado em comunidades pequenas (no bairro, no trabalho...) possui agora proporções globais. Uma postagem no Facebook pode ganhar centenas de curtidas e compartilhamentos, e assim aparecer para dezenas de milhares de usuários. Um bom exemplo de propagação via internet está na forma como o próprio Facebook se consolidou. Os usuários ingressavam por meio de convites de amigos que já estavam conectados; os convites espontâneos atraíram um bilhão de cadastros em menos de uma década, isso significa cerca de 300mil novos usuários a cada dia.

Desde o início do ano 2000, a tecnologia da informação penetrou o mercado mainstream, transformando-se no que consideramos hoje a nova onda de tecnologia. Essa nova onda abrange uma tecnologia que permite a conectividade e a interatividade entre indivíduos e grupos. A nova onda da tecnologia é formada por três grandes forças: computadores e celulares baratos, internet de baixo custo e fonte aberta. [...] A nova onda de tecnologia transforma as pessoas de consumidores em prosumidores.
(KOTLER – 2010 – p. 7)

As grandes forças da internet dependem completamente de seus usuários, não existiria Google sem o conteúdo dos blogs, Facebook sem perfis, YouTube sem vídeos, ou Wikipédia sem verbetes, e blogs, perfis, vídeos e verbetes são criações colaborativas de usuários interessados em expressar a outros usuários aquilo que produziram. É por esse caminho que as empresas devem seguir, pois existe nesse mundo um contato mais próximo com seus clientes do que num promocional divulgado pelas mídias comuns. Hoje as corporações mais conhecidas contam com departamentos apenas para receber e responder a comentários de seus consumidores, número que hoje é medido em milhões de e-mails e postagens, e a apenas vinte anos era questão de umas poucas dezenas de cartas.

Mas o que atribui ao cliente todo esse poder de convencer a seus pares? O principal fator é justamente esse, a identificação entre eles. As pessoas estão conscientes dos objetivos comerciais de uma propaganda, e que muitas vezes tais propagandas contém informações falsas. Por outro lado, por que alguém faria uma análise mentirosa de um produto que consumiu? Teoricamente, ao ter uma experiência negativa, a reação é realizar uma crítica igualmente negativa.

Responsabilidade Social x Marketing: Um alerta

Muitas empresas estão caindo na armadilha de defender e aplicar conceitos de responsabilidade social puramente como ferramenta mercadológica, umas por não terem conhecimento da área, que ainda é recente, e outras por agirem de má fé com o consumidor. Dowbor (1999, p.4) afirma o seguinte: “A grande realidade, é que não sabemos como gerir estas novas áreas, pois os instrumentos de gestão correspondentes ainda estão engatinhando.” No entanto, muitos autores afirmam que a prática de ações sociais com finalidades puramente lucrativas, pode acabar sendo um tiro que sai pela culatra, e destruir a imagem da empresa. Cláudia Vassalo é uma das mais categóricas:

Responsabilidade social não é marketing. Ou, pelo menos, não é o marketing que a maioria das empresas usa para vender seus produtos. É coerência de valores e atitudes. É uma forma de ver os negócios, de perceber as demandas do mercado. São posturas que influenciam cada decisão dos executivos da corporação e podem criar dilemas.
(VASSALO – 1998 – p. 67)

Conclusão

A participação dos clientes na divulgação da imagem, dos produtos, e das ações sociais das empresas, veio para expandir a comunicação entre os dois lados e reformular a forma como as organizações atuam na mídia, seja a tradicional ou a contemporânea. Hoje, quem conquistar seus clientes e fizer com que eles se tornem defensores da missão, visão e valores do negócio, estará um (ou vários) passo à frente de sua concorrência, pois terá, além de uma base sólida e fiel de compradores, uma massa de divulgação espontânea e gratuita que lhe garante a renovação e ampliação da clientela.

Os sete pecados da maquiagem verde empresarial

 
 
Atualmente, com inúmeras questões e assuntos ambientais em voga, cada vez mais os setores da economia, públicos e privados, passaram a tentar implementar o slogan da “Sustentabilidade”, em grande parte mais como forma de marketing do que como meio de preocupação para com o meio ambiente. Surgiu, então, o conceito de “maquiagem verde”.

A “maquiagem verde”, em síntese, nada mais é do que a adoção de práticas a fim de deixar produtos e serviços supostamente mais adequados à implementação do marketing sustentável. Algumas empresas chegam a implementar nas embalagens de seus produtos informações aparentemente corretas do ponto de vista ambiental, mas nem sempre condizem com a realidade de fato. A empresa, na verdade, busca apenas tornar tal produto mais atrativo ao público.  

Pode-se constatar o uso da “maquiagem verde” ao se evidenciar a presença de um ou mais dos sete pecados da rotulagem ambiental, quais sejam:

1.Custo ambiental camuflado (o produto não é “verde” só porque tem apenas um elemento sustentável);
2.Falta de prova (é necessário haver provas de que o produto é ambientalmente correto);
3.Incerteza (informação que deixa o consumidor na dúvida);
4.Culto a falsos rótulos (palavras ou imagens que dão a impressão de que um terceiro ajuda no atributo ambiental de um produto, sem que de fato isso ocorra);
5.Irrelevância (informação que, mesmo verdadeira, não é relevante no âmbito da sustentabilidade);
6.Menos Pior (declarações ambientais verdadeiras que distraem o consumidor em relação ao maior impacto ambiental);
7.Mentira (declarações puramente falsas).

E com esse notório uso da “maquiagem verde”, o que está mudando na vida dos empresários?

Atualmente, está em trâmite na Câmara dos Deputados o projeto de lei nº. 4.752/2012, de autoria do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que visa obrigar as empresas a especificarem em suas embalagens as razões para seus produtos serem considerados ambientalmente corretos, sustentáveis, tornando a prática da “maquiagem verde” mais difícil.  

E não é só isso. A embalagem/rótulo deverá conter o site da empresa, que por sua vez deve trazer, detalhadamente, toda a descrição das ações positivas desenvolvidas, com comparações e dados de referência que demonstrem a validade da ação sustentável. É sempre importante lembrar, a ação sustentável deve estar amparada por três bases: ambiental, social e econômica (“triple botton line”).

Referido PL n. 4.752/2012 foi embasado em pesquisa feita pelo instituto Market Analysis, que mostrou que os consumidores procuram cada vez mais por produtos ecologicamente corretos. A lei surgiria, então, para fornecer mais uma ferramenta aos clientes conscientes.

Com tantas normas a serem seguidas (vários órgãos disciplinam as embalagens), como o empresário pode se adequar e evitar as sanções? Já que não existem normas genuinamente brasileiras sobre o assunto, a ABRE – Associação Brasileira de Embalagem lançou uma cartilha fundamentada no ISO 14.021, que orienta e padroniza a rotulagem ambiental das embalagens. Com base nesta cartilha, 90% dos produtos analisados foram reprovados por cometer um dos sete pecados.

Além disso, o projeto de lei estabelece que caso as empresas não se adequarem serão punidas, com sanções que variam desde uma simples advertência até a suspensão da venda do produto.

Vale lembrar que, por ora, trata-se apenas de projeto de lei, ainda pendente de aprovação para entrar em vigor – neste caso, o trâmite é conclusivo, ou seja, será votado apenas pelas Comissões especializadas: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor, Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso uma delas profira voto divergente, o PL será votado pelo Plenário.

Para os empresários, vale o estudo do texto do projeto em questão e a expectativa de que a qualquer momento suas equipes de publicidade terão que trabalhar “a todo vapor” para, outra vez, fazer caber na embalagem mais algumas informações. Sem falar da possibilidade em se ter de complementar seus websites com informações adicionais sobre seus respectivos produtos. Sem “pecados” e sem “maquiagem verde”, o produto terá um grande e imensurável valor agregado.

ABRE lança versão em português do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens

 
 
A ABRE - Associação Brasileira de Embalagem reuniu representantes da indústria, governo, associações e sociedade em São Paulo para o lançamento do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens, desenvolvido pelo Consumer Goods Forum e traduzido para o português pela entidade.

O evento contou com a participação da Secretaria de Assuntos Institucionais e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mariana Meirelles, que elogiou as ações e a atuação da ABRE na condução do setor em prol desenvolvimento sustentável das embalagens.

Para a ABRE, a tradução do Protocolo Global tem como proposta traçar um objetivo comum para o desenvolvimento sustentável de embalagens. O alinhamento de métricas e conceitos fortalece a união da cadeia para o desenvolvimento de materiais, maior eficiência no processo produtivo e do produto final.

Além de ressaltar a importância da tradução do Protocolo Global, Mariana disse que o Pacto Setorial firmado entre a ABRE e o MMA para a inclusão da simbologia de descarte seletivo nas embalagens faz e fará toda a diferença na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, sendo este o foco do Ministério.

A Secretaria também lembrou que o Pacto propicia um importante elo com o consumidor para que este faça o descarte de maneira adequada e fortaleça a atuação das cooperativas de catadores.

Protocolo Global

A tradução do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens foi uma iniciativa do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE.

Consolidado internacionalmente, o documento foi desenvolvido pelo Consumer Goods Forum que reúne a expertise e compromisso de empresas atuantes em diferentes áreas que têm como objetivo comum o desenvolvimento sustentável, trazendo através do Language for Packaging uma importante referência internacional para todo o setor produtivo, governo e sociedade.

O documento, uma plataforma global com sistemas e métricas para toda cadeia produtiva de embalagens e bens de consumo, tem como meta orientar e fundamentar decisões para o desenvolvimento sustentável da embalagem. Ele também abre caminho para uma cooperação significativa de todas as indústrias brasileiras de embalagem e o governo, construindo o banco de dados nacional para a Análise de Ciclo de Vida (ACV).

Para a ABRE, a tradução do documento para o português é fundamental para fomentar a sua compreensão, buscando o alinhamento da indústria nacional frente aos conceitos e premissas que vem sendo trabalhados mundialmente para o desenvolvimento sustentável da embalagem e aplicação de ACV, atrelado às diferentes interfaces técnicas, regulatórias e mercadológicas que balizam o desenvolvimento das embalagens no mundo.

Porém, este conhecimento não deve ser restrito ao próprio setor e sim integrado com todos os stakeholders, resultando no entendimento e consequente avanço global das práticas e dinâmicas da sociedade.

“A ABRE acredita que a condução do tema desenvolvimento sustentável vem se consolidando no Brasil através de inúmeras iniciativas adotadas por empresas, sociedade civil e governo, sendo este o momento ideal para fortalecer os programas em curso alinhando-os aos conceitos internacionalmente trabalhados”, explica Luciana Pellegrino, Diretora Executiva da Associação.

“Ao traduzir o documento oferecemos ao setor uma linguagem comum que permite uma discussão inteligente e esclarecida sobre o desenvolvimento sustentável de embalagens considerando todo o produto e toda a cadeia produtiva.”, complementa a executiva.

Para download do material, clique aqui.

Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar



Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano. A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente?

Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.

A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:
- Garantir a proteção ao produto;
- Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto;
- Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.

Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.

Economia em material e logística - Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.

Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.

Embalagens recicláveis - Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.

Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.

Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.

Guarda-sol inovador alia proteção à geração de energia limpa



Que tal ir à praia ou acampamento, não se preocupar com o carga de seus equipamentos eletrônicos e ainda se proteger do sol? Essa é a proposta do guarda-sol, que afirma oferecer a primeira sombrinha com placas solares capaz de carregar qualquer aparelho eletrônico.

De cara, o produto parece um guarda-sol tradicional. Mas ele possui quatro painéis fotovoltaicos costurados em seu tecido que capta raios solares e transforma-os em eletricidade.

Além disso, as placas são conectadas a duas saídas USB no mastro do guarda-sol, permitindo que os usuários carreguem notebooks, celulares, tabletes, em momentos de descontração.

Os painéis solares também podem oferecer energia em condições nubladas. Atualmente o produto é vendido por 500 dólares, o equivalente a R$ 1.000.

Arquitetos criam impressora 3D que utiliza papel, madeira e até sal



O avanço das impressoras 3D já aponta para uma revolução em toda a cadeia produtiva dos mais diversos produtos - e em um futuro bem próximo. Porém, enquanto muitos desenvolvedores se dedicam a aprimorar a tecnologia das impressoras, um grupo de arquitetos da Califórnia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo materiais sustentáveis que podem ser utilizados nesse novo método de fabricação.

No lugar dos tradicionais (e poluentes) plástico, aço e cerâmica, a impressora já imprime diversos objetos utilizando como matéria-prima papel, madeira e até sal.

“Muita gente está focando apenas nas máquinas que imprimem plástico”, nós estamos olhando para outra direção, para os próprios materiais”. Essa outra direção promete ser orgânica e renovável. Utilizando uma impressora 3D tradicional.

Técnicas desenvolvidas internamente também garantem resistência aos produtos. Os materiais feitos de cimento polímero, por exemplo, são mais fortes que os tradicionais, além de 90% mais baratos.

O desafio de comunicar sustentabilidade

O conceito de transparência na comunicação se aplica a todos os assuntos, sejam produtos, ações sociais, institucionais, econômicas e, principalmente, ambientais. Ao mesmo tempo em que há uma crescente consciência do valor da comunicação, o conceito de sustentabilidade também ganha seu espaço na pauta de grandes empresas e instituições do Brasil e do mundo.

Um relatório norte-americano do World Economic Forum e Accenture, apontou que a sustentabilidade é uma necessidade real para as companhias, mas as empresas, muitas vezes, têm dificuldades para divulgar as práticas que realizam. Apesar dos milhões de dólares investidos na divulgação do conceito ao longo dos últimos dez anos, apenas 28% das pessoas sabem o que os termos como “sustentável”, “responsável”, “eco friendly” e “verde” realmente significam, e 44% acreditam na prática sustentável de grandes empresas.

Dicas para comunicar sustentabilidade
O levantamento sugere que as empresas utilizem uma linguagem mais familiar para que o consumidor compreenda e confie em suas escolhas sustentáveis. Para auxiliar as empresas nesse desafio, trouxemos 6 dicas para o sucesso das companhias na comunicação para atingir o público.

1. Aproveitar o que o mercado tem de melhor
Começar enfatizando os conceitos que os consumidores podem relacionar às suas vidas pode ser um bom início. Por exemplo, na Toyota a sustentabilidade é sinônimo de qualidade. A abordagem da empresa sobre a qualidade consiste em um novo conceito chamado de Kaize, que representa um melhor design, produção, logística, desempenho do veículo, e impacto ambiental, incentivando o usuário a acreditar e aderir à ideia.

2. Simplificar

Geralmente, questões que envolvem a sustentabilidade são vistas como complexas e é aí que as marcas devem ter a consciência do seu poder de inspirar as pessoas. A utilização de slogans simples e que se relacionem com o cotidiano da população pode ser uma saída. Por exemplo, a Nike “constrói um mundo melhor”, a Zappos “proporciona felicidade”. Esses slogans possuem “promessas” claras.

3. Seja positivo
Quantas vezes você já viu um anúncio na TV mostrando um ecossistema devastado, crianças famintas ou animal maltratado e mudou o canal? Essa é uma reação natural. Por isso, em vez de colocar uma propaganda com mensagens negativas, seja positivo. As empresas devem fazer o que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez em 2012. Ele convidou a população para a causa com a frase “Sim, você pode” e conquistou boa parte dos eleitores.

4. Pergunte ao cliente
Estreitar os laços entre empresa e cliente pode ser uma boa opção para conquistar a confiança do consumidor na hora de fazer escolhas, por isso, a comunicação é um ponto fundamental. As empresas podem utilizar as redes sociais, e-mails, cartas para saber dos consumidores o que eles querem e precisam para apoiar seus esforços para alcançar a sustentabilidade.

5. Apresentar o porquê

As empresas precisam mostrar aos consumidores o que as atitudes tomadas podem influenciar positivamente para suas vidas. Por exemplo, nas embalagens da empresa norte-americana Plum Organics, há informações sobre os benefícios de utilizar o produto de forma mais segura e saudável.

6. Acredite na sustentabilidade
Antes de convencer o consumidor sobre a importância da sustentabilidade e a veracidade da prática nas empresas, é necessário que os próprios gestores das instituições acreditem na ideia.

Empresa italiana utiliza resíduos orgânicos na produção de papel



A empresa italiana Favini criou um tipo de papel que preserva 15% da polpa de árvores. Ele é produzido com materiais orgânicos que são obtidos a partir de milho, laranja, oliva, kiwi, amêndoa, avelã e café em grão.

Em seu site, a empresa explica que já havia criado um papel vegetal com algas, sem a utilização de árvores. Foi após o desenvolvimento da Shiro Alga Carta, que a Favini teve a ideia de criar um tipo orgânico batizado de Crush.

A equipe da empresa levou 18 meses para desenvolver, testar, produzir e patentear a invenção. De acordo com a Análise do Ciclo (LCA), uma consultora independente e credenciada contratada pela Favini, o papel Crush tem uma pegada de carbono 20% menor do que o de um papel convencional.

 O processo de produção também inclui lixo reciclado, que corresponde a 30% do composto final, de acordo com o Pegn. Tudo é realizado em Rossano Veneto, próximo a Veneza. “Em uma época de crescente escassez, o uso de resíduos orgânicos alivia a pressão sobre os recursos florestais”, afirma a Favini.

O papel orgânico pode ser utilizado para fazer cartões, livros, embalagens, entre outros impressos. Além disso, o cliente tem a possibilidade de personalizar o material. A empresa pode fabricar um papel com a cor, gramatura, tamanho e acabamento de superfície que o consumidor desejar. Além de moldar outras características de acordo com a necessidade.

A principal vantagem de aproveitar insumos orgânicos é que o processo de reposição é mais simples do que o reflorestamento. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), 100% da produção de celulose e papel no Brasil é originária das florestas plantadas de eucalipto e pinus. As árvores são cultivadas especificamente para fins industriais e o ciclo de plantio e corte é contínuo. Ainda assim, há o problema de dióxido de carbono que é liberado na atmosfera na fabricação de papel e a quantidade de água utilizada - 540 litros para produzir um quilo de papel.

Banca ecológica imprime revista na hora da compra



Uma banca que imprime a publicação após a venda: no local, há painéis exibindo as capas das revistas ou jornais e, usando telas touch screen, o leitor pode folhear o material digital e solicitar a impressão

Imagine quantas revistas e jornais são impressos, mas não vendidos. As editoras sabem exatamente o tamanho do prejuízo e até mesmo os frequentadores de bancas de revistas têm ideia de como esses materiais se acumulam em seus postos de vendas. Essa perda significa desperdício de papel, tinta e dinheiro.

Uma novidade na tentativa de minimizar o problema está em Estolcomo, na Suécia. Trata-se da Meganews Magazine, uma banca que imprime a publicação após a venda, segundo o site Springwise. No local, há painéis exibindo as capas das revistas ou jornais e, usando telas touch screen, o leitor pode folhear o material digital e solicitar a impressão – em dois minutos o consumidor leva o produto desejado.

Como papéis são feitos de árvores e muitas indústrias gráficas usam tintas tóxicas, esta banca evita desmatamento e poluição de efluentes.

A banca ecológica fica conectada com as editoras e a cada nova publicação o sistema é atualizado. Todas as informações ficam em um software e quando o cliente solicita o produto, ele passa o cartão de crédito ou débito na máquina para realizar o pagamento e a impressão é liberada.

Duas editoras suecas já estão viabilizando publicações para esta banca, mas os idealizadores querem mais parcerias e acreditam que a ideia pode ser expandida para outros lugares.


Ideia de quem conhece o ramo

A ideia surgiu exatamente de quem conhece o ramo das publicações, o comentarista e articulista sueco Lars Adaktusson, também repórter correspondente de televisão. Ele estava cansado de ver tanto papel se acumulando e sabia que parte do dinheiro estava sendo perdido.

Para concretizar o projeto, ele fechou uma parceria com o empresário e seu irmão Hans Adaktusson, diretor de uma grande companhia de seguros no país, e com o ex-tenista Jacob Adaktusson, seu primo, para juntos criarem algo que tornasse menos onerosa a atividade de empresas de jornalismo.

No entanto, hoje eles creem que a proposta pode ser adaptada para editoras de livros e outros tipos de material impresso.