Moradores de um edifício residencial em Brasília conseguiram uma
economia de mais de R$ 1 mil por mês. Depois de descobrir uma caixa
d’água que estava desativada há anos, a síndica do prédio observou a
quantidade de água que escorria da calha da cobertura quando chovia e se
perdia na rua.
“Vi que caía muita água.
Como queria fazer um jardim, decidi usar essa água para irrigação”,
contou Vanda Maria Ramos. Segundo ela, a obra foi muita rápida e
simples. “Tive que chamar um eletricista para colocar uma bomba para
captação da água e um pedreiro fez o buraco em volta do prédio, levando a
tubulação até a caixa d’água”, explicou.
Segundo
Vanda Maria, enquanto a conta de água dos prédios vizinhos que fazem
irrigação de jardim ultrapassa R$ 4 mil, a fatura mensal do edifício que
administra não chega a R$ 3 mil.
O retorno
desses investimentos, como o aproveitamento de água, energia solar e
outras medidas ambientalmente sustentáveis, é levado cada vez mais em
conta pelos brasileiros. Especialistas ambientais e da construção civil
acreditam que os gastos na obra se pagam entre seis meses e um ano com a
economia que é feita, por exemplo, na conta de água ou energia
elétrica.
As placas de aquecimento solar
(fotovoltáicas) têm sido cada vez mais usadas no país, principalmente
para o aquecimento da água de chuveiro. Marcos Casado, diretor técnico e
educacional do Green Building Council no Brasil, organização
internacional de estímulo às construções verdes que emite certificações
de construções sustentáveis em várias partes do mundo, acompanha o
mercado há quase sete anos.

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