segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasileiros se preocupam cada vez mais com sustentabilidade

 
 
Moradores de um edifício residencial em Brasília conseguiram uma economia de mais de R$ 1 mil por mês. Depois de descobrir uma caixa d’água que estava desativada há anos, a síndica do prédio observou a quantidade de água que escorria da calha da cobertura quando chovia e se perdia na rua.

“Vi que caía muita água. Como queria fazer um jardim, decidi usar essa água para irrigação”, contou Vanda Maria Ramos. Segundo ela, a obra foi muita rápida e simples. “Tive que chamar um eletricista para colocar uma bomba para captação da água e um pedreiro fez o buraco em volta do prédio, levando a tubulação até a caixa d’água”, explicou.

Segundo Vanda Maria, enquanto a conta de água dos prédios vizinhos que fazem irrigação de jardim ultrapassa R$ 4 mil, a fatura mensal do edifício que administra não chega a R$ 3 mil.

O retorno desses investimentos, como o aproveitamento de água, energia solar e outras medidas ambientalmente sustentáveis, é levado cada vez mais em conta pelos brasileiros. Especialistas ambientais e da construção civil acreditam que os gastos na obra se pagam entre seis meses e um ano com a economia que é feita, por exemplo, na conta de água ou energia elétrica.

As placas de aquecimento solar (fotovoltáicas) têm sido cada vez mais usadas no país, principalmente para o aquecimento da água de chuveiro. Marcos Casado, diretor técnico e educacional do Green Building Council no Brasil, organização internacional de estímulo às construções verdes que emite certificações de construções sustentáveis em várias partes do mundo, acompanha o mercado há quase sete anos.

Nova York ganha estações solares de recarga de celular

 
 
Que tal recarregar seu celular com energia solar em um poste de rua e de graça? A partir de hoje, passar sufoco porque a bateria está “pra morrer” será coisa do passado, pelo menos em Nova York. A cidade iniciou a instalação de 25 pontos de recarga de dispositivos móveis alimentados por energia renovável em parques, ruas e praias.

Chamado de "Charge Street", o ponto de recarga possui saídas USB e pode acomodar até seis dispositivos ao mesmo tempo, independentemente da operadora de telefonia móvel, com portas dedicadas para iPhones, Androids, BlackBerrys, entre outros.

Uma superfície feita a partir de materiais reciclados serve de apoio para o gadget e como descanso para uma bebida enquanto a pessoa espera. Para uma recarga completa de um smartphone são necessárias duas horas, mas em 30 minutos dá para recarregar até 30 por cento da bateria.

O projeto, que ainda está em fase de teste, surgiu de um trabalho de recuperação realizado pela AT & T após a passagem da supertempestade Sandy, em outubro de 2012. Na ocasião, a empresa montou postos de carregamento móvel nas áreas afetadas por apagões em Nova York, o que inspirou a criação de estações de carregamento para uso cotidiano.

Se for bem sucedida, a iniciativa porderá ser expandida para outras cidades. Seu custo total é estimado entre US$ 300 mil US$ 500 mil.

Marketing de consumidor para consumidor

 
 
Ao longo das últimas seis décadas, o marketing como forma de comunicação entre empresas, governos ou outras instituições, e o consumidor, bem como seus principais conceitos, vêm passando por drásticas modificações. Adventos tecnológicos que expandiram a indústria, inventando e reinventando os produtos, e que expandiram as comunicações, aproximando as pessoas, tornando o papel do profissional de marketing cada vez mais complexo. E dentro desse emaranhado de avanços, um conceito bastante comum ganhou força com o tempo, e se tornou fundamental para a sobrevivência das empresas: o boca a boca.

De conversas informais entre vizinhos e colegas de trabalho, as indicações de produtos e serviços por parte de terceiros ganharam impulso com a internet 2.0, onde todos são produtores de conteúdo, e se tornaram uma vasta rede integrada por blogs que revisam produtos, milhões de consumidores conectados em páginas das redes sociais, além das próprias páginas, que oferecem conteúdo disponível não só para observação, mas também para ser comentado e compartilhado; é a era da comunicação colaborativa.

A integração entre consumidores e o ganho de credibilidade que as redes como Facebook e Twitter deram a estes foram um dos principais fatores para que o marketing entrasse em sua fase 3.0, como veremos posteriormente. No 3.0, o marketing apela para que o consumidor seja não apenas um mero receptor de informações, mas para que este também seja um propagador da marca, produtos e ideais desta ou daquela empresa. O papel do “marqueteiro” agora é fazer com que os compradores sejam também vendedores. O papel deste artigo é analisar como se deu o processo que levou as comunicações e o marketing a essa nova era, a forma que as empresas estão adotando para se adequar ao momento, e quais as consequências de termos esse novo tipo de consumidor, mais conectado às causas sociais de quem produz seus bens, e comunicador secundário das mesmas.

O que é Marketing?

O conceito mais simplista diz que “marketing é a atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para os consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral.” (AMA – American Marketing Association – 2008). Esta abordagem, apesar de subestimar o valor de uma prática que envolve vários conceitos e fatores, explicita bem o uso que é feito do termo dentro deste artigo, que trata o marketing como a prática que leva a “sociedade em geral” a conhecer o que é produzido por determinados grupos, seja em termos de produtos ou de ações.

O poder está nas mãos do cliente

Hoje, existe mais confiança nos relacionamentos horizontais do que nos verticais. Os consumidores acreditam mais uns nos outros do que nas empresas. A ascensão das mídias sociais é apenas reflexo da migração da confiança dos consumidores das empresas para outros consumidores. De acordo com a Nielsen Global Survey, menos consumidores confiam na propaganda gerada por empresas. Cerca de 90% dos consumidores entrevistados confiam nas recomendações de conhecidos. Além disso, 70% dos consumidores acreditam nas opiniões dos clientes postadas na Internet. Curiosamente, as pesquisas da Trendstream/Lightspeed Researh mostram que os consumidores confiam mais em estranhos em sua rede social do que em especialistas.
(KOTLER – 2010 – p. 34-35)

Analisando isto, podemos ver o quanto se tornou importante conquistar o consumidor não apenas pela propaganda, mas sim por um produto e/ou serviço diferenciados, para que este não seja apenas comprador, mas que se torne também um divulgador da marca. Para isto, é necessário que haja um algo mais a oferecer; a preservação ambiental, empregos para deficientes, parte dos lucros revertida para ONGs, são alguns dos principais fatores que geram buzz positivo para a empresa.

Os consumidores estão não apenas buscando produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades, mas também buscam experiências e modelos de negócios que toquem seu lado espiritual. Proporcionar significado é a futura proposição de valor do marketing. O modelo de negócio baseado em valores é o que há de mais inovador no Marketing 3.0. As descobertas de Melinda Davis no Human Desire Project (Projeto do Desejo Humano) confirmam esse argumento. Melinda descobriu que os benefícios psicoespirituais constituem, de fato, a necessidade mais essencial e talvez a definitiva diferenciação que um profissional de marketing pode criar.
(KOTLER – 2010 – p. 21)

Eis a grande chave da questão, “tocar o lado espiritual”. As empresas que hoje conseguem esse objetivo são as que se mantém ou que se colocam no topo da cadeia lucrativa. Exemplos claros disso são a Coca-Cola, que já faz tempo, é associada à felicidade, e a Microsoft, intimamente ligada à figura filantrópica de seu CEO Bill Gates. Também podemos citar casos mais recentes, já na era da internet, como o Google, que se tornou sinônimo de conhecimento, mesmo que o conteúdo apresentado pelo site seja da autoria de terceiros. É preciso esclarecer que essa questão não tem qualquer referência com as marcas de extrema força no mercado, que chegaram a “substituir” seus produtos (Bombril, K’boa, Havaianas...) que se consolidaram em cima do Marketing 1.0, centrado no produto.

Marketing social é uma ferramenta democrática e eficiente que aplica os princípios e instrumentos do marketing de modo a criar e outorgar um valor à proposta social. O marketing social redescobre o consumidor por meio do diálogo interativo, o que gera condições para que se construa o processo de reflexão, participação e mudança social. Os resultados são mensuráveis pelos seus efeitos e avaliados pela sua efetividade.
(SCHIAVO – 1999 – p. 25)

Mídia 2.0: O caminho entre consumidores

O papel que a internet e as chamadas redes sociais possuem no avanço para uma nova era em marketing é inegável, o boca a boca, praticado em comunidades pequenas (no bairro, no trabalho...) possui agora proporções globais. Uma postagem no Facebook pode ganhar centenas de curtidas e compartilhamentos, e assim aparecer para dezenas de milhares de usuários. Um bom exemplo de propagação via internet está na forma como o próprio Facebook se consolidou. Os usuários ingressavam por meio de convites de amigos que já estavam conectados; os convites espontâneos atraíram um bilhão de cadastros em menos de uma década, isso significa cerca de 300mil novos usuários a cada dia.

Desde o início do ano 2000, a tecnologia da informação penetrou o mercado mainstream, transformando-se no que consideramos hoje a nova onda de tecnologia. Essa nova onda abrange uma tecnologia que permite a conectividade e a interatividade entre indivíduos e grupos. A nova onda da tecnologia é formada por três grandes forças: computadores e celulares baratos, internet de baixo custo e fonte aberta. [...] A nova onda de tecnologia transforma as pessoas de consumidores em prosumidores.
(KOTLER – 2010 – p. 7)

As grandes forças da internet dependem completamente de seus usuários, não existiria Google sem o conteúdo dos blogs, Facebook sem perfis, YouTube sem vídeos, ou Wikipédia sem verbetes, e blogs, perfis, vídeos e verbetes são criações colaborativas de usuários interessados em expressar a outros usuários aquilo que produziram. É por esse caminho que as empresas devem seguir, pois existe nesse mundo um contato mais próximo com seus clientes do que num promocional divulgado pelas mídias comuns. Hoje as corporações mais conhecidas contam com departamentos apenas para receber e responder a comentários de seus consumidores, número que hoje é medido em milhões de e-mails e postagens, e a apenas vinte anos era questão de umas poucas dezenas de cartas.

Mas o que atribui ao cliente todo esse poder de convencer a seus pares? O principal fator é justamente esse, a identificação entre eles. As pessoas estão conscientes dos objetivos comerciais de uma propaganda, e que muitas vezes tais propagandas contém informações falsas. Por outro lado, por que alguém faria uma análise mentirosa de um produto que consumiu? Teoricamente, ao ter uma experiência negativa, a reação é realizar uma crítica igualmente negativa.

Responsabilidade Social x Marketing: Um alerta

Muitas empresas estão caindo na armadilha de defender e aplicar conceitos de responsabilidade social puramente como ferramenta mercadológica, umas por não terem conhecimento da área, que ainda é recente, e outras por agirem de má fé com o consumidor. Dowbor (1999, p.4) afirma o seguinte: “A grande realidade, é que não sabemos como gerir estas novas áreas, pois os instrumentos de gestão correspondentes ainda estão engatinhando.” No entanto, muitos autores afirmam que a prática de ações sociais com finalidades puramente lucrativas, pode acabar sendo um tiro que sai pela culatra, e destruir a imagem da empresa. Cláudia Vassalo é uma das mais categóricas:

Responsabilidade social não é marketing. Ou, pelo menos, não é o marketing que a maioria das empresas usa para vender seus produtos. É coerência de valores e atitudes. É uma forma de ver os negócios, de perceber as demandas do mercado. São posturas que influenciam cada decisão dos executivos da corporação e podem criar dilemas.
(VASSALO – 1998 – p. 67)

Conclusão

A participação dos clientes na divulgação da imagem, dos produtos, e das ações sociais das empresas, veio para expandir a comunicação entre os dois lados e reformular a forma como as organizações atuam na mídia, seja a tradicional ou a contemporânea. Hoje, quem conquistar seus clientes e fizer com que eles se tornem defensores da missão, visão e valores do negócio, estará um (ou vários) passo à frente de sua concorrência, pois terá, além de uma base sólida e fiel de compradores, uma massa de divulgação espontânea e gratuita que lhe garante a renovação e ampliação da clientela.

Os sete pecados da maquiagem verde empresarial

 
 
Atualmente, com inúmeras questões e assuntos ambientais em voga, cada vez mais os setores da economia, públicos e privados, passaram a tentar implementar o slogan da “Sustentabilidade”, em grande parte mais como forma de marketing do que como meio de preocupação para com o meio ambiente. Surgiu, então, o conceito de “maquiagem verde”.

A “maquiagem verde”, em síntese, nada mais é do que a adoção de práticas a fim de deixar produtos e serviços supostamente mais adequados à implementação do marketing sustentável. Algumas empresas chegam a implementar nas embalagens de seus produtos informações aparentemente corretas do ponto de vista ambiental, mas nem sempre condizem com a realidade de fato. A empresa, na verdade, busca apenas tornar tal produto mais atrativo ao público.  

Pode-se constatar o uso da “maquiagem verde” ao se evidenciar a presença de um ou mais dos sete pecados da rotulagem ambiental, quais sejam:

1.Custo ambiental camuflado (o produto não é “verde” só porque tem apenas um elemento sustentável);
2.Falta de prova (é necessário haver provas de que o produto é ambientalmente correto);
3.Incerteza (informação que deixa o consumidor na dúvida);
4.Culto a falsos rótulos (palavras ou imagens que dão a impressão de que um terceiro ajuda no atributo ambiental de um produto, sem que de fato isso ocorra);
5.Irrelevância (informação que, mesmo verdadeira, não é relevante no âmbito da sustentabilidade);
6.Menos Pior (declarações ambientais verdadeiras que distraem o consumidor em relação ao maior impacto ambiental);
7.Mentira (declarações puramente falsas).

E com esse notório uso da “maquiagem verde”, o que está mudando na vida dos empresários?

Atualmente, está em trâmite na Câmara dos Deputados o projeto de lei nº. 4.752/2012, de autoria do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que visa obrigar as empresas a especificarem em suas embalagens as razões para seus produtos serem considerados ambientalmente corretos, sustentáveis, tornando a prática da “maquiagem verde” mais difícil.  

E não é só isso. A embalagem/rótulo deverá conter o site da empresa, que por sua vez deve trazer, detalhadamente, toda a descrição das ações positivas desenvolvidas, com comparações e dados de referência que demonstrem a validade da ação sustentável. É sempre importante lembrar, a ação sustentável deve estar amparada por três bases: ambiental, social e econômica (“triple botton line”).

Referido PL n. 4.752/2012 foi embasado em pesquisa feita pelo instituto Market Analysis, que mostrou que os consumidores procuram cada vez mais por produtos ecologicamente corretos. A lei surgiria, então, para fornecer mais uma ferramenta aos clientes conscientes.

Com tantas normas a serem seguidas (vários órgãos disciplinam as embalagens), como o empresário pode se adequar e evitar as sanções? Já que não existem normas genuinamente brasileiras sobre o assunto, a ABRE – Associação Brasileira de Embalagem lançou uma cartilha fundamentada no ISO 14.021, que orienta e padroniza a rotulagem ambiental das embalagens. Com base nesta cartilha, 90% dos produtos analisados foram reprovados por cometer um dos sete pecados.

Além disso, o projeto de lei estabelece que caso as empresas não se adequarem serão punidas, com sanções que variam desde uma simples advertência até a suspensão da venda do produto.

Vale lembrar que, por ora, trata-se apenas de projeto de lei, ainda pendente de aprovação para entrar em vigor – neste caso, o trâmite é conclusivo, ou seja, será votado apenas pelas Comissões especializadas: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor, Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso uma delas profira voto divergente, o PL será votado pelo Plenário.

Para os empresários, vale o estudo do texto do projeto em questão e a expectativa de que a qualquer momento suas equipes de publicidade terão que trabalhar “a todo vapor” para, outra vez, fazer caber na embalagem mais algumas informações. Sem falar da possibilidade em se ter de complementar seus websites com informações adicionais sobre seus respectivos produtos. Sem “pecados” e sem “maquiagem verde”, o produto terá um grande e imensurável valor agregado.

ABRE lança versão em português do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens

 
 
A ABRE - Associação Brasileira de Embalagem reuniu representantes da indústria, governo, associações e sociedade em São Paulo para o lançamento do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens, desenvolvido pelo Consumer Goods Forum e traduzido para o português pela entidade.

O evento contou com a participação da Secretaria de Assuntos Institucionais e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mariana Meirelles, que elogiou as ações e a atuação da ABRE na condução do setor em prol desenvolvimento sustentável das embalagens.

Para a ABRE, a tradução do Protocolo Global tem como proposta traçar um objetivo comum para o desenvolvimento sustentável de embalagens. O alinhamento de métricas e conceitos fortalece a união da cadeia para o desenvolvimento de materiais, maior eficiência no processo produtivo e do produto final.

Além de ressaltar a importância da tradução do Protocolo Global, Mariana disse que o Pacto Setorial firmado entre a ABRE e o MMA para a inclusão da simbologia de descarte seletivo nas embalagens faz e fará toda a diferença na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, sendo este o foco do Ministério.

A Secretaria também lembrou que o Pacto propicia um importante elo com o consumidor para que este faça o descarte de maneira adequada e fortaleça a atuação das cooperativas de catadores.

Protocolo Global

A tradução do Protocolo Global para Sustentabilidade de Embalagens foi uma iniciativa do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE.

Consolidado internacionalmente, o documento foi desenvolvido pelo Consumer Goods Forum que reúne a expertise e compromisso de empresas atuantes em diferentes áreas que têm como objetivo comum o desenvolvimento sustentável, trazendo através do Language for Packaging uma importante referência internacional para todo o setor produtivo, governo e sociedade.

O documento, uma plataforma global com sistemas e métricas para toda cadeia produtiva de embalagens e bens de consumo, tem como meta orientar e fundamentar decisões para o desenvolvimento sustentável da embalagem. Ele também abre caminho para uma cooperação significativa de todas as indústrias brasileiras de embalagem e o governo, construindo o banco de dados nacional para a Análise de Ciclo de Vida (ACV).

Para a ABRE, a tradução do documento para o português é fundamental para fomentar a sua compreensão, buscando o alinhamento da indústria nacional frente aos conceitos e premissas que vem sendo trabalhados mundialmente para o desenvolvimento sustentável da embalagem e aplicação de ACV, atrelado às diferentes interfaces técnicas, regulatórias e mercadológicas que balizam o desenvolvimento das embalagens no mundo.

Porém, este conhecimento não deve ser restrito ao próprio setor e sim integrado com todos os stakeholders, resultando no entendimento e consequente avanço global das práticas e dinâmicas da sociedade.

“A ABRE acredita que a condução do tema desenvolvimento sustentável vem se consolidando no Brasil através de inúmeras iniciativas adotadas por empresas, sociedade civil e governo, sendo este o momento ideal para fortalecer os programas em curso alinhando-os aos conceitos internacionalmente trabalhados”, explica Luciana Pellegrino, Diretora Executiva da Associação.

“Ao traduzir o documento oferecemos ao setor uma linguagem comum que permite uma discussão inteligente e esclarecida sobre o desenvolvimento sustentável de embalagens considerando todo o produto e toda a cadeia produtiva.”, complementa a executiva.

Para download do material, clique aqui.

Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar



Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano. A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente?

Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.

A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:
- Garantir a proteção ao produto;
- Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto;
- Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.

Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.

Economia em material e logística - Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.

Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.

Embalagens recicláveis - Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.

Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.

Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.

Guarda-sol inovador alia proteção à geração de energia limpa



Que tal ir à praia ou acampamento, não se preocupar com o carga de seus equipamentos eletrônicos e ainda se proteger do sol? Essa é a proposta do guarda-sol, que afirma oferecer a primeira sombrinha com placas solares capaz de carregar qualquer aparelho eletrônico.

De cara, o produto parece um guarda-sol tradicional. Mas ele possui quatro painéis fotovoltaicos costurados em seu tecido que capta raios solares e transforma-os em eletricidade.

Além disso, as placas são conectadas a duas saídas USB no mastro do guarda-sol, permitindo que os usuários carreguem notebooks, celulares, tabletes, em momentos de descontração.

Os painéis solares também podem oferecer energia em condições nubladas. Atualmente o produto é vendido por 500 dólares, o equivalente a R$ 1.000.